Momentos de Mensagens e Poesias

sábado, 19 de setembro de 2009

O MENINO E A VARREDORA DE RUA

São Vicente, sertão pernambucano, no ano de 1940, nascia uma menina muito linda, parecia uma índia, recebeu o nome de Geni. Geni não teve tempo para estudar, quando era de dia acompanhava o seu pai para a roça, e só voltava no período da tarde.
A Geni quando completou 15 anos sofreu com uma tristeza enorme, tinha perdido sua mãe, ela a perdeu no momento em que uma jovem mais precisa de uma companheira, de uma mãe.
Geni era uma moça bonita muitos, dos rapazes ficavam apaixonados por ela: Já moça formada teve um relacionamento rápido com um rapaz de sua idade, e neste relacionamento teve um filho, um filho que Geni não teve o privilégio de criar por ser mãe solteira, e naquela época não era aceito na sociedade uma mulher jovem, sem casar ser mãe. Então, seu pai sem que percebesse entregou o seu filho para uma família de outra cidade. Geni não aceitou essa decisão e se revoltou com a atitude de seu pai, enquanto ela se encontrava na roça, seu pai ofertava o seu filho para uma outra família.
O tempo se passava, Geni já era dona do seu próprio nariz, e novamente se apaixona por outro rapaz, este já era mais velho, já tinha uma família construída, viúvo, tinha sua própria terra para plantar e colher, não precisava que alguém ofertasse um terreno para suas plantações, como era o costume de muitos que não tinham a sua própria terra, dependia da terra dos outros como o caso de Geni. Mais Inácio sofreu muito com a perda de sua esposa, e encontrou em Geni, uma formula do amor.
E Geni passa a viver com este homem, chamado Inácio, com ele teve 4 filhos, Almir, Milton, Carlos, e o caçula Fifia.
1970, foi uma época difícil para esta família, Inácio, o pai, abandona Geni com três crianças pequenas, Fifia ainda não era nascido; Inácio a abandonou por ter um caso com a própria amiga de Geni.
Geni tinha uma irmã, se chamava Genesa, ela teve um filho, um menino forte, e mesmo com os sofrimentos de Geni, Genesa sempre ajudou a sua irmã. E Geni amava seu sobrinho como fosse o seu próprio filho, era sangue do mesmo sangue. Além de perder seu esposo para sua melhor amiga, Geni teve que encarar uma emergência (Fazer açude para o governo), era um trabalho suado, pesado, mas, ela não queria saber se este serviço era de homem, porque ela era mãe e pai ao mesmo tempo.
As coisas não iam bem entre Inácio e sua atual mulher, e do mesmo vinho amargo que Geni tomou de Inácio, Inácio tomou dessa amiga de Geni; Ela estava traindo ele com um açougueiro, bem conhecido na cidade
Geni que já vinha sofrendo com a separação, uma das maiores lutas era a seca, a falta de alimento para dá aos seus filhos; E por mais que difícil era a vida de Geni, ela não perdia a sua integridade, o seu respeito, era amada por muitos e querida por todos daquela região. E por alguns minutos Geni, vendo sua vida andar pra traz, tenta o suicido com uma corda amarrada no pescoço e a outra ponta da corda amarrada no caibro do telhado; Um dos meninos quando viram aquilo, chamaram o vizinho mais próximo para socorrer a tempo; E já salva pelo vizinho, ela lamenta o que fez e começa a chorar em volta dos filhos. E para finalizar alguns sofrimentos de Geni, um dos últimos foi à perda do irmão mais velho que ela tinha: Seu irmão apaixonado por uma mulher que veio a casar com outro e ele com outra, mesmo assim nunca se esqueceu desse grande amor; E certo dia galopando a cavalo, bêbado, foi traído por cilada e sofreu várias facadas e tiros por toda parte do corpo.
Quantas e quantas vezes, ela abria o armário e não tinha nada para comer, a não ser um kilo de farinha de milho e um copo com água para enganar a fome daqueles meninos, que mesmo na dificuldade não aprenderam a roubar; E se pegasse alguma coisa da rua Geni já lhe perguntava:
- A onde você achou?
E se um dos meninos respondesse na rua, ou em qualquer lugar ela dizia:
- Então, não é de vocês, porque se fosse de vocês estava aqui em casa, vão e deixem lá a onde encontraram!
Os meninos voltavam e deixavam qualquer objeto achado no mesmo lugar.
Almir o mais velho deixava de brincar para encarar as lutas e ajuda a sua mãe em prol de trazer o alimento para os pequeninos que ficaram em casa.
E enquanto Almir e sua mãe iam trabalhar, Milton brincava de circo com os colegas, empolgado com a brincadeira de circo, Milton vai até a sua casa e pega as únicas cobertas de sua mãe para fazer o tal circo. E quando Milton está montando o circo, Geni chega e diz:
- Eu também vou brincar com você seu cabra safado!
E Milton correu, deixando de lado a brincadeira de circo.
A vida de Geni já era o grande circo, ela tinha que fazer muitas acrobacias para alegrar a platéia no circo de sua vida; e hoje essa platéia proclama pelo seu nome. Geni sempre esteve sozinha para alimentar aquelas crianças, não podia desistir, ela lutava para garantir o sustento dos seus filhos que era abastecido antes de dormir com um copo de garapa, ou às vezes dormia mais cedo para não ter que comer.
1975 – Geni começa a se encontrar com Inácio, ela que sempre amou este homem, jamais deixaria de passar alguns momentos com o seu amado. Amado que por obra do destino perde o seu querido pai aos 84 anos de idade.
E assim começaria o encontro de muitos outros encontros. Geni ficou grávida, não sabia se ficava alegre pelo filho, ou triste pela situação em que se encontrava, que não era fácil, e temia que Inácio a deixasse sozinha neste caminho de pedregulhos. E neste espaço que a vida lhe ofertou lhe presenteou com um lindo filho, um menino forte, ganhou o nome de Ivan, que com muito dengo foi criado, e colocaram o apelido do menino de Fifia. Este menino fazia com quê ela esquecesse dos problemas, das dificuldades; afinal, era um momento de felicidade. E o medo de Geni, infelizmente, mais uma vez, Inácio a abandona com as crianças.
Os outros já estavam rapaz, já pensavam em namorar; Almir sempre foi aquele que gostava de usar roupas boas, já trabalhava e como sempre ajudava sua mãe na criação dos seus irmãos. Milton já com 15 anos se apaixona por uma jovem e já passa a ser pai logo cedo. Carlos era quem ficava cuidando de Fifia, dava banho, comida, cuidava do seu irmão caçula com muito zelo, com muita responsabilidade consegue um emprego em uma marcenaria . Só tinha um problema, tinha que sair escondido de casa para Fifia não vê-lo saindo, se não Fifia corria atrás dele. E dizia:
- Caim, me espera, eu também vou! – e Carlos sumia no mundo

Geni, recebe um presente de Deus, estando em sua casa, aproxima-se um rapaz com apenas 21 anos de idade e diz que é o seu filho, aquele que seu pai entregou para outra família criar, ela se emocionou, não sabia esconder a alegria de vê o seu filho que foi tirado de suas mãos, por pessoas que se preocupava em agradar uma sociedade que não se importa com valores humanos, éticos e fraternos. Era um filho que estava morto e reviveu, estava com fome e se saciou, estava distante de quem tanto o amava: Agora estava próximo de quem tanto pedia em suas orações para o encontrar, para revê-lo, para dizer-lhe o quanto ela o amava e queria o tão perto, no mesmo teto, na mesma vida.
Esta mulher não se importava quantas bocas ela teria que dar de comer ou vestir, o que lhe importava é que todos estivessem ao seu lado, na mesma casa, porque força e coragem ela tinha de sobra; Trabalhava na roça, e nas horas que estava disponível, pegava roupa da vizinhança para lavar e ganhar uns trocados; Aos domingos limpava frango para um comerciante, e das muitas vezes pedia a cabeça dos frangos para fazer para os seus filhos.
Geni, era fenomenal, tinha uma aparência de guerreira, com sua simplicidade cativou muitas amizades, ninguém tinha o prazer de dizer algum mau sobre o caráter dessa mulher, que criou seus filhos com uma riqueza que o dinheiro não pode comprar.
1984 – Geni é contratada para trabalhar na Prefeitura, ela irá trabalhar de varredora de rua, estava muitíssima feliz, sua vida era regada com muitas bênçãos; Fazia de seu trabalho um palco de felicidade, sua platéia era os amigos de trabalho que riam ao verem ela dançando com a vassoura; Às vezes cai no chão e fingia que estava morta; Quando ela fazia isto em frente do seu caçula Fefia, ele chorava muito, ela se levantava depressa e abraçava o seu filho que aos soluços ficava. E por outro lado, o Carlos que tinha saído do outro emprego, conseguiu um outro emprego fazendo bolacha com uma família que o ajudou muito, a família de Antonio Padre.
No ano seguinte Geni pediu uma licença e teria que trabalhar em uma plantação de algodão; Ela ficaria mais ou menos uns 12 meses fora, levaria consigo o seu filho caçula, ela dizia que era o seu companheiro.
Já trabalhando na plantação de algodão, Geni enfrenta as dificuldades de como é duro apanhar algodão, e levar sobre as costas 40 kilos de algodão todos os dias para pesar, na esperança de voltar para casa e levar uma tranqüilidade melhor para os seus filhos.
Voltando da plantação para o alojamento em que se abrigava, já era fim de tarde, no caminho ficou sabendo que teria uma festa no alojamento e que teria até tocador de sanfona; Geni se produziu toda, chegando à hora da festa, deixou o seu filho dormindo: Quando menos se espera Geni pega o seu filho e sai pela porta dos fundos e vai dormir em uma casa vizinha com outras amigas, chegando na casa da vizinha ela explica o acontecido:
- Estava tendo briga e alguém puxou uma arma, nesta hora eu só pensei em pegar o meu filho e correr!
No dia seguinte, ela volta ao trabalho e esquece do acontecido da noite de ontem: Feliz, por ser o seu ultimo dia de trabalho, no próximo dia ela irá voltar para a sua cidade.
Geni, já de malas prontas volta com o seu filho e chegando em sua cidade, ergue os braços para o seu outro filho Carlos que ficou, porém os outros filhos já tinham ido viajar para São Paulo. Agora, só restavam, Carlos, Fifia e Geni.
1986 – Lá estava Geni trabalhando de varredora de rua, cuidava da rua como se fosse a sala da sua casa, sempre do mesmo jeito, sorrindo, dançando, caminhando no destino que a vida reservou para si. Ela dançando com uma vassoura, próximo de sua irmã Genesa que também trabalhavam juntas na Prefeitura, Geni, tropeça e cai nos braços de sua irmã, que a segura e percebe que nada vai bem com Geni.Genesa corre com ela nos braços e chorando pensando que ela tinha morrido: Levam Geni ao hospital mais próximo e é constatada uma penicite, e teria que fazer uma cirurgia o mais rápido possível.
Geni se recupera bem, e passando alguns dias internada, ela volta para casa. Chegando em casa é recebida com muito carinho pelos seus filhos Carlos e Fifia, que cuidam dela como se fosse uma pedra preciosa, e era, pra eles aquele momento era importantíssimo, cuidar de quem tanto cuidou deles. E mesmo assim eles achavam poucos. Fifia, as crianças chamavam pra brincar ele já dizia com a boca cheia:
- Não! Eu tenho que cuidar de mãe!
E Geni se sentia honrada pelo gesto de amor que seus filhos tinham por ela. Ela plantou uma semente, quantas lutas essa mulher não enfrentou sozinha para educar os seus filhos; E olha, com uma simplicidade, com uma humildade enorme, ela deu educação para os filhos, deu amor, deu de si, mais nunca perdeu a esperança de vê-los como exemplos de homens e criaturas exemplares.
Neste mesmo ano, Geni, sofre com uma perda, uma amiga especial, uma senhora que os meninos a tinham como sua avó, era Dona Tecina, que sabendo da luta de Geni, sempre levava um caldeirão com comida para dá aos seus preciosos filhos, e matar aquilo que mata milhões de seres humanos, A fome. E essa senhora, era uma das admiradoras de Geni.
1987 – Geni sente uma dor enorme, uma dor que invade o intimo de cada ser, e principalmente para um ser chamado mãe, quando vê o seu filho partindo em busca de uma vida melhor. Era Carlos, que estava partindo para São Paulo.
Geni chorava como o ventre quando se desliga de um nascimento, ela chorava como um pássaro que perdia suas asas, ou como um rio ao perceber que suas águas estão secando. Ela não queria saber se os seus filhos iriam buscar um caminho para que ela pudesse caminhar tranqüila, Ela queria todos ao seu lado, na mesma luta, no mesmo caminho. Mais diz que os pais criam os filhos para o mundo.
Fifia, escondido atrás de um poste ia percebendo o carro levando o seu irmão para distante de onde eles viviam. Ali estavam filho e Mãe abraçados por uma partida, por um amigo que ira tentar a sorte em uma cidade grande e desconhecida; E trazer uma vida digna para uma família que muitas vezes a sua janta era um copo de café com pão doce.
No dia seguinte, Geni esperançosa voltava a sua rotina, trabalhar: Trabalhar era e sempre foi o objetivo dessa mulher, uma mulher que não escolheria o tempo e nem a hora para batalhar para aqueles que a tanto ela amava, seus filhos; estes que foram os seus únicos tesouros que a vida os deixou. Geni era garrida, de manhã acordava para encher os pote d água, imediatamente voltava para o roçado, depois ia trabalhar de varredora de rua.
E a noite chegava em casa, fazia um café delicioso, muito mais delicioso era o momento de filho e Mãe: Preparava a mesa e sobre a mesa Fifia, barrigudo, sorridente, pela companhia em que estava, saboreava aquele café com muito sabor.
Mais, por detrás dessa felicidade toda, Geni, escondia a sua doença, escondia as dores em seu peito; Muitas vezes Geni cai no chão, pálida, sem um pingo de sangue, as amigas a ajudava, mais novamente dizia que estava tudo bem: Ficava alguns minutos parados, depois voltava a sua rotina de trabalho.
Seu pai nunca tinha sido presente e nas horas mais precisas da vida, ela tinha somente uma pessoa a recorrer, a sua irmã; Mesmo com os problemas familiares que as duas viam enfrentando, elas nunca deixaram de se amarrem como irmãs, e sua irmã nenhum momento a deixou sozinha.
Os dias se passavam Geni estava se relacionando com Inácio, sempre os dois se encontravam; Inácio tinha comprado uma casa na cidade, pois este, morava em um sítio, e todos os finais de semana eles se encontravam: Quando Geni, não ia para o sitio, Inácio vinha para a cidade.
Certa vez, Fifia estava procurando por Geni, sua mãe; E de tanto perguntar para os vizinhos se alguém a viu, um deles disse que Geni, estava na casa de Inácio: Chegando lá, Fifia, chamou por sua mãe bem alto:
- Mãe! Vem aqui fora!
Geni juntamente com Inácio, saiu com os cabelos assanhados e fifia perguntou para sua mãe:
- Mãe, a senhora viu um fantasma?
- Porque, seu cabelo está todo assanhado!
Ela respondeu:
- Deixa de conversar besteira menino!
E se terminava mais um fim de semana, Inácio vai para o sitio, e Geni continua a sua luta de sempre.
Como de costume, Geni sempre gostava de parar na casa do vizinho para conversar, contar piada, rir muito: Mais naquela noite haveria algo estranho com Geni, que não parou para conversar, chamou o seu filho para entrar: Enquanto Fifia dormia, Geni ficou na cozinha sozinha a imaginar.
Naquela noite, aquela família perdia um membro muito importante, um ser que fazia o papel de dois personagens em uma história, pai e mãe: Uma parada cardíaca tira dos palcos da vida, uma personagem principal na história de amor, honestidade e respeito.

E na madrugada do dia 20 de maio de 1987, Fifia acorda com um gemido, e ele logo percebe que o gemido vem de sua mãe Geni, que dormia junto com ele na mesma cama; Ele chama por ela três vezes, e ela não responde; Fifia achava que ela estava dormindo e sonhando com os outros irmãos que se encontravam em São Paulo, então, ele adormeceu.
No dia seguinte fifia acorda assustado com algo que lhe perturbou a noite inteira, e em seguida, ele olha ao lado e percebe que sua mãe ainda se encontrava deitada, e em pensamento ele analisa, que sua mãe tinha costume de acorda cedo para ir trabalhar, encher os potes de água e depois trabalhar de varredora de rua, porque se encontrava deitada.
Fifia se levanta para chamar sua mãe, e novamente ela não lhe responde, ele começa a sentir medo, e percebe que o corpo de sua mãe não transmitia o som da respiração, aproximando bem próximo do coração, percebe que não havia batidas, ele começa a chorar, e chorando olha para sua mãe que estava com a boca semi-aberta, com olhos semi-abertos, e sorrir pra ela e pergunta:
- Mãe a senhora está brincando? Ela não respondeu.
Fifia estava para completar 12 anos de idade, e Geni era uma pessoa alegre, e às vezes ela fazia que estava morta e cai no chão, Fifia quando via isto, chorava muito, só parava quando ela o abraçava.
Dessa vez Geni não brincava, e Fifia não recebia o abraço, e realmente tinha acontecido aquilo que o seu caçula mais temia, realmente tinha acabado de acontecer uma brincadeira que Fifia não quis participar, perder a sua mãe, a sua guerreira, Geni tinha morrido.
E por um beco estreito Fifia procurava uma ajuda, as lágrimas percorriam sua face, era um menino querido, todos admiravam aquela família simples e honesta; O beco que ele estava dava passagem para a rua onde eles moravam para a rua principal: E no seu íntimo o grito de socorro, um grito de que alguém anunciasse que fosse uma mentira, o que ele estava sentindo, o que ele não queria como uma resposta; E caminhando ao seu destino desejado, encontrou a sua ajuda, a sua ajuda era Genesa, sua tia, irmã de sua mãe. Genesa, ouvindo de longe os gritos de Fifia, imaginava que ele tinha apanhado de sua mãe, pois este menino era muito levado, e todas as vezes que aprontava corria para os braços da tia.
Genesa, abraçou fifia bem forte e disse:
- Meu filho, sua mãe morreu!
Ali abraçado de sua tia, Fifia se tornou um menino triste, quem via aquele menino correndo, tomando banho nos rios, jogando bola, não acreditava que era o mesmo Fifia, o mesmo menino. Mais era o mesmo menino, o que mudava era a sua história.
Chegando em sua casa, muitos já esperavam Fifia, amigos de rua, amigos de escola, professores, família, todos já sabiam da morte de Geni. Os seus irmãos que moravam em São Paulo ficaram sabendo da notícia e imediatamente ligaram para Fifia, e com lágrimas narrou o fim dos dias de sua mãe.
A noite ia se aproximando e a falta de Geni já fazia efeitos turbulentos no coração de Fifia, que chorava, e não conseguia andar na rua onde morava com sua guerreira, e foi morar com a sua tia Genesa. Os dias iam passando lentamente e o menino Fifia vai embora de sua cidade natal, para tentar esquecer e fingir que esqueceu de tudo o que lhe tinha acontecido.
Chegando em São Paulo, Fifia reencontra seus irmãos e novamente ele narra a sua vida que a vida escreveu:
- Era de madrugada, quando eu ouvi o gemido e percebi que era de Mãe, lhe chamei e ela não me respondeu, pela manhã me acordei e percebi que nada ia bem, chamei a vizinha e a minha tia, quando a minha tia chegou, ela disse: Geni, Morreu.

(Autor: Ivanderlan Siqueira)


A ULTIMA É A ESPERANÇA, QUE NUNCA MORRE

Quão grande é o amor
E quão maravilhosa é a história
De filho para com a mãe
De mãe para com o seu filho

A vida é sinônima de Deus
E quanto mais vivemos
Nos tornamos um instrumento
Do criador das criaturas
Que sobre as alturas
Tudo vê, Tudo pode.

Quão grande é o amor
E quão maravilhosa é a história
De filho para com a mãe
De mãe para com o filho

Na vida em que sintonizou
Na esperança que nunca morre
A cede de viver
Por lutar por uma doença
Que lhe mata aos poucos
E aos poucos vai dizendo

Uma mulher, uma mãe
Que luta todos os dias
Por uma enfermidade
Que lhe traz tanta saudade
Quando ainda era menina

Quão grande é o amor
E quão maravilhosa é a história
De filho para com a mãe
De mãe para com o filho

Trabalhava na garantia
De saciar a fome dos seus pequeninos
Dava amor, recebia alegria
Plantava força, recebia energia
Ao saber que seus filhos
Grandes homens e mulheres se formariam

A vida em que sintonizou
Aos poucos nos mostra
Quanto tempo lhe resta
Aos olhos dos homens, sem fé e sem alegria.

Quão grande é o amor
E quão maravilhosa é a história
De filho para com a mãe
De mãe para com o filho

No nascimento dos filhos
O alimento na boca
Quando cresce
E surgem os problemas
Os filhos em que lhe alimentam
Aos poucos, com paciência e esperança
Que é a ultima que nunca morra.

No leito estai agora
Com auxílios de quem
Sempre te amará
Teus filhos da tua alegria

Os filhos que tu criaste
Do amor que foi formado
Deste amor que se uniram
Lutam por tua causa
Clamam, choram,
Consolam e são consolados
Por aquele que das alturas
Vê e percebe
Crer e analisa
Qual o melhor pra todos nós.

Quão grande é o amor
E quão maravilhosa é a história
De filho para com a mãe
De mãe para com o filho

De longe há um medo
De perto, uma angustia
De vê este ser
Que lutou com todas as forças
Força do amor inconfundível
O amor de mãe e filho.

A ultima esperança, é a que nunca morre.

(Autor: Ivanderlan Siqueira)

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