CONTAGEM REGRESSIVA

Do processo por cada processo, da ordem por cada ordem, do encontro vários encontros, nasce à distância que cresce a cada dia, a cada amanhecer: e em cada amanhecer se vê um louco por amor, um louco que conta os dias, as horas, os minutos, enfim, conta o silêncio. E neste silêncio surge uma contagem regressiva, contagem do regresso, regresso de um desejo incontrolável, rever o caminho, rever o amigo, rever o que tem os ingredientes que mata a saudade, que mata a ausência, e ressurge a presença. E nesta presença se encontra sorriso, carinho, amor, amor do regresso, que faz o processo se tornar em uma direção certa e definida.
Nesta contagem somos ansiosos e determinante no encontro, na alegria, de um sonho que torna realidade.

(Ivanderlan Siqueira)



fé importuna,
a fé desfavorece,
a fé faz chorar,
a fé faz divisão,
a fé é dolorida, quem tem fé no coração.
A fé importuna tudo o que era pra dá errado:
A fé desfavorece os que vivem na magoa e orgulho;
A fé faz chorar de alegria pelas bênçãos alcançadas
e divide o que é criatura e o que é filho: Está fé é dolorida,
porque é com lutas que o verdadeiro atalaia enfrentaram os problemas deste mundo de ilusão.

(Ivanderlan Siqueira)

Uma graça das histórias mais bela.
A vida conquista as histórias mais belas, como os contos de a Bela e a Fera:
Porque somos uma bela quando estamos com nossos amores,
assim alguns momentos viramos uma fera para cuidar de que tanto amamos.
Ele e Ela distante neste estante que o amor os concedeu, concedeu para uni dois corações dele e dela. Seja eu, seja você, seja Ele e Ela, o amor sempre surge no verão ou na primavera.
(Ivanderlan Siqueira)

O escrever é uma fórmula perfeita,
é perfeita porque tudo que se escreve passa pelo coração;
Escrever tem muitas vezes seus erros, ser amigo é como escrever, quando conquistamos não os esquecemos de escrever: AMIGO PARA SEMPRE, AMIGOS PRA VALER!

(Ivanderlan Siqueira)

PORQUE HÁ SOFRIMENTO?

Nestas linhas escritas, neste universo vivido, nestes amigos que escrevo uma palavra, uma canção, quem sabe uma oração, porque no peito há sempre uma pergunta: - PORQUE HÁ SOFRIMENTO? Há alguém neste momento sofrendo por amor, amor que simplesmente se olham e não se abraçam, permanecem calados, permanecem pertos mais vivem longe; Há outros que choram, choram de tristeza por olhar sobre a mesa a falta de pão, pão de cada dia, pão da santa ceia que maneja a fome para o saciar; Há sempre um irmão, um amigo, que sofre desiludido pela vida que lhe resta, que luta e tem pressa, que busca em livros e em canções o prazer de viver, de lutar dia a dia por um fôlego que lhe resta e que não empresta porque é único que lhe resta. Há outros que sofrem, sofrem de estrelismo, de orgulho, pobreza de espírito, vive sem manejar alegria, porque a sua alegria é maltratar os menos favorecidos.

(Ivanderlan Siqueira)

NA AUSÊNCIA VEIO A SAUDADE

A ausência vive em conflitos com as lembranças de um passado, passado turbulento, alegre, saudoso, doloroso: Na ausência veio a saudade, e na saudade se formou a ausência de um tempo, ausência de um mito, de um amigo, ausência de uma música, de um verso, de um grande amor que nos formou. E surgindo a saudade se surge a ausência que antes era presença de tudo que ficou pra trás.
Por isto aproveitemos os momentos de presença e cuidar de tudo aquilo que um dia nos faltará. E ai, da presença se tornará ausência que de mãos dadas se aproximara com a saudade que vai chegar.

(Ivan)
ESCREVER

Escrever às vezes dói, como também às vezes nos alivia. Escrever nos faz voltarmos ao tempo dos momentos impossíveis de vivermos novamente. E às vezes estas palavras escritas nos levam a infância, dos banhos de chuva na bica da escola, das noites de luar brincadeiras de roubar, roubar alguns momentos que a vida nos reservou e no futuro vindouro a saudade vai fazer lembrar: Como era bom ser criança pena que não vai voltar.

(Ivanderlan Siqueira)
A vida nos ensina como viver o presente, mais não ensina como esquecer o passado.
(Ivanderlan Siqueira)

O amor nunca foi fúnebre, fúnebre são aqueles que se confundem paixão com amor.
(Ivanderlan Siqueira)

Viver é progredir, morrer é se entregar ao fracasso de uma luta sem vitória.
(Ivanderlan Siqueira)

A hipocrisia é autoria do próprio homem, a honestidade é do prazer, prazer de viver simples sem hipocrisia.
(Ivanderlan siqueira)

A falta é o sinônimo de não ter; A presença é o vínculo do está com você.

(Ivanderlan Siqueira)

A ESPERA DE UM PASSAGEIRO

No destino da vida, no caminho a ser seguido, muitas histórias escritas e lidas que passo a vos escrever, uma história de um menino que deixou tanta saudade e veio curar sua dor no deserto das palavras que ele a procurava e simplesmente encontrou um homem que já o esperava na estação da angustia, de lágrimas e amor, na plataforma do rever, rever a quem tanto queria, e que ao menos importaria aos olhares estranhos de espanto sem entendimento não saberia a dor daquele homem e do menino que abraçavam se intensamente, e em pensamento se perguntava o porque dessa saudade, o porque de tantas lágrimas, lágrimas de uma perda, de um encontro emocionante, de uma história verdadeira.
Este homem olhava para o menino que fingia não entender, sofria por também vê aquele homem chorando de dor, chorando por olhar no embargue da vida, na plataforma do rever, rever a quem um dia sonhava em rever, desejava que tudo fosse uma mera ilusão, uma mera fantasia. O homem e o menino dois seres, dois irmãos, dois corações sofridos e interrompidos pela solidão.
A espera de um passageiro, a espera de um irmão que veio encontrar o outro irmão amigo, que unidos venceram os momentos importunos e estradas turbulentas que a história escreveu no livro da vida, nas linhas imaginárias e verdadeira de dois corações na mesma história.

(Ivanderlan Siqueira)
( Homenagem aos meus irmãos Carlos e Almir, quando me virão pela primeira vez em São Paulo)

NOS LAÇOS DO AMOR

Quando descobrimos o verdadeiro sentido do amor, descobrimos o medo de querer, e muitas vezes este querer que se torna desejo, desejo de ter alguém que nos compartilhe a cada momento, momento que passa a ser de dois corações, um coração, por que nos laços do amor, dois é um, e um é nada, e os dois são tudo para se tornarem amantes do próprio amor.
E quando há uma certeza do coração de que este amor será eterno, os laços são formados da maneira mais simples, porque o amor é simples e generoso, aos poucos se conhecem, nos minutos de uma dança, no olhar de um se encanta, no convite se declara:
- Que bom que você veio!
Assim nasce o amor, sem rimas, com palavras que fazem ecoar no intimo dos sentimentos, nas palavras de um desejo:
- O bom foi te encontrar!
Corações que se exalam no perfume do amor e da fidelidade, fidelidade dos critérios do amor, amor que ensina como agradecer, amor que ensina como suportar os nó que a vida prescreveu; Nó das perdas, que nos fazem caminhar em laços apertados e doloridos. Nó dos encontros e desencontros em alguns momentos vieram se tornar, perdidos, felizes pelos presentes pedidos e surpresa que a vida pode nos dá.
Nó que une o homem e uma mulher, dois seres incapacitados de entender as leis do amor, mesmo na incapacidade das leis do amor, os mesmos se entregam, os mesmos realizam momentos importantes significativos para se tornarem lindos casais do amor, momentos que se forma em beijos e em abraços, abraços que só quem vive um grande amor pode se refrescar.
Casais que se deixaram para si, e se tornaram um para o outro, amantes, namorados, amigos inseparáveis, laços que não se desfaça, amor que não se acaba. Casais inseparáveis, laços do amor, no caminho da perfeição, no sim que é dito no altar, nos olhares que se amam, caminho aberto para a entrega, entrega de dois amores, um homem e uma mulher, dois seres, intensamente amantes de vós mesma.
O tempo é testemunha, que os caminhos traçados e os laços que os uniram, é um vinculo em agradecimento ao autor do amor, pelas bênçãos atribuídas a aqueles que deixam suas vidas e seus próprios momentos para dividirem com outro alguém, e se tornarem casais enlaçados no laço do amor.
(Ivanderlan Siqueira)

AS CORTINAS DO TEATRO

No teatro da vida, nas histórias de amor, nos sentimentos de encontros, encontros por onde anda o meu amor. Nesta história de encontro no teatro da vida, a procura de um alguém pra fazer parte de minhas cenas, dos meus filmes, das minhas peças de teatro, ser coadjuvante em minhas novelas, nos meus momentos; por que outros foram simplesmente figurantes, figurantes que eu acreditava que seria a verdadeira coadjuvante em minha vida, no palco dos meus sentimentos fossem aplaudidas, mais na verdade sobre vaias saíste do meu palco dos meus sentimentos, sentimentos que fez as cortinas do teatro se fecharem, e mais tarde reabrir com uma nova peça, com uma nova e verdadeira história, com uma nova coadjuvante para completar os meus momentos de amor.
As cortinas do teatro se abriram e uma nova história começaria, história de um casal que se conheceram e passaram a fazer a sua própria história, história que emociona os que assistem na platéia, e da própria platéia recebem aplausos, aplausos que surge do autor, e fazem ecoar nos corações apaixonados, a certeza de que o autor da história escreveu para que o protagonista e a coadjuvante se olhassem, se amassem, se envolveria e se tornariam atores de suas próprias histórias e momentos.
As cortinas do teatro se fecharam, e em cada dia que se passa, o amor cresce entre os criadores dessa história, história que surge com amor, sentimento que nunca acaba, amor que conduz ao palco das alianças, alianças do amor.
Aliança que dá o privilegio, de cada dia conhecermos o nosso roteiro, o nosso amor.
(Ivanderlan Siqueira)

não tenha medo de dizer a quem você ama, os seus sentimentos; não tenha medo de dizer a quem você escolheu, que este foi um presente de Deus; não tenha vergonha de abraçar, mesmo que outros olhem, critiquem, bajulem, copiem, mais não podem esquecer: O que Deus uniu o homem não pode separar. Não tenha medo de dizer: Eu amo e sou amado!

(Ivanderlan Siqueira)

VAI POUSAR NO GUARARAPES

Ah! Como é bom voar, sentir livre, sentir as asas do amor refrescando o nosso corpo, asas que se batem em ritmo acelerado com sede de encontrar alguém.
Ah! Pássaros que voam, voam livres para se amar, voam em destino de uma nova história, de um novo encontro, encontro de beijos e abraços, de amor e de desejo.
Ah! Pássaros que se exalam no perfume do amor, que voam alto e do mais alto querem está ao lado do grande amor, amor que tudo espera, amor que tudo suporta, amor que abrem portas, portas do bom está aqui com você.
Pássaro menino, pássaro menina, pássaro que vai pousar no Guararapes e vai encontrar outros pássaros para se amarem, se encontrarem, se exalarem no mais profundo perfume do amor, sentimento de momentos que a saudade não pode acabar.
Vai pássaro ferido, ferido por uma ferida que não dói, que se cicatriza na carne, no corpo, na alma, no coração de dois pássaros que amam, e voam livres para o ninho do amor.
(Ivanderlan Siqueira)

CUIDANDO DE OUTROS, ESQUECERÁ DOS SEUS?

O que seria do necessitado sem o que acolhe? O que seria do que caminha pela estrada sem o guia para lhe ensinar a direção em que se deve tomar? E como será a vida de quem larga os seus conceitos, a sua história, a sua família, para caminhar em um caminho de ajuda ao próximo?
Este que faz da luta dos outros uma maneira de querer o melhor pra si, ou melhor para os outros. Outros que não valoriza a qualidade deste que deixou seus filhos na escola, deste que esqueceu de abraçar seu marido, este que não percebeu o quanto os seus filhos cresceram, deste que deixou de comer um pedaço de pão para ofertar a quem na porta bate desesperadamente por pão, por um abrigo, por um agasalho, por um simples chinelo para caminhar nesta estrada de pedregulho, pedregulho que entre os dedos fazem machucar: fazem com que estes machucados o levem ao que acolhe, o quanto necessita de sua ajuda, de seus cuidados.
E o que acolhe enquanto cuida de outros, os seus não conseguem se firmar em uma estrutura que a segure, e faça vê como é importante amar o próximo. E muitas vezes os seus caminham por uma direção de desencontro com a realidade que este tanto ensina e luta para que os outros não se entreguem ao vício, não se entregue ao prazer de um mundo obscuro e inseguro; e quando se percebe os seus necessitam de ajuda, de uma direção, de um abraço, simplesmente um cuidado para não cair na depressão, na angustia, no desafeto, no mundo da ilusão.
Ás vezes debatemos com os problemas dos outros, e sobre os outros venceremos por qualquer circunstâncias e tolerância: E nesta luta podemos vencer os problemas dos outros e sem esquecer dos seus. Os seus de sua casa. E quando os problemas surgem com os nossos, surge à pergunta: Cuidando dos outros, Esquecerá dos Seus?.
(Ivanderlan Siqueira)

AS ÁGUAS QUE ME SUFOCARAM

Caminhemos por uma estrada e que muitas vezes passamos a encontrar rios, rios de alegria que transborda o nosso ser, rios que nos levam a outra margem e faz com quê nossa alegria seja interrompida por águas que nos sufocam, devido ao grande abismo que se encontra antes da margem do rio, e que muitas das muitas vezes não suportamos os abismos, os rio profundos que nos sufocam, e os desafetos da natureza, o desafeto da vida, que nos deixam sem respiração, sem atitudes a serem tomadas, águas que me sufocam.
(Ivanderlan Siqueira)

O JOGO NO ESTÁDIO DA VIDA

Somos um time, fomos criados pra ganhar. Marcamos gols de felicidades, gols de uma certeza que seremos vitoriosos de uma partida, de um jogo, no estádio da vida. Somos uma equipe que sofrem uma derrota, somos uma equipe que não aceitamos um resultado negativo. Neste jogo no estádio da vida, erramos pênalti, erramos muitas vezes chutes para fora da trave, chutes que estaria o nosso regresso, o nosso sucesso para os palcos da vida. Somos sangue do mesmo sangue, amamos as mesmas pessoas, sofremos por quem já sofreu por nós, somos torcedores de nós mesmos, torcedores que grita na arquibancada coração em ritmo acelerado: - A vitória é nossa. Neste jogo somo mais que vencedores.
(Ivanderlan Siqueira)

A RAZÃO FOI MAIOR DO QUE O AMOR

Escrever sobre o amor e sobre a razão é difícil pra quem nunca viveu as duas ocasiões ao mesmo tempo, e o pior de tudo isso, é quando nós que temos de tomar uma decisão entre uma ou outra, entre o amor ou a razão.
E foi assim que aconteceu com Maria e Pedro, apaixonados começaram a namorar na escola onde os dois estudavam. Pedro filho de uma professora, Maria, filha de uma Dona de Casa. Ela, a Maria enfrentava um problema diário com o seu Pai, o seu pai era viciado em bebidas, era um alcoólatra; E cada dia que se passava aquele dois jovens se apaixonavam, se amavam, e se completaram diante dos homens e de Deus, se casaram, tiveram um filho maravilhosamente bem e sadio, que crescia em uma educação espetacular e resplandecente aos olhos de toda a comunidade.
Com o filho já crescido, nasce – lhe um desejo de ser mãe, desejo de oferecer o seu ventre para um outro ser, ser que quando é construindo tem um desejo de viver, de sentir no calor amor materno, a segurança que não se encontra neste mundo, no homem comum.
E sucedeu-se que Maria ficou grávida, seu esposo muito feliz,feliz duas vezes, uma por ser pai pela segunda vez, outra era uma menina, sim uma menina, menina que teria o mesmo dom: “oferecer o seu ventre pra dá a vida ao um ser”; O filho, o primogênito dizia para sua mãe:
- Mamãe vou ter uma irmã!
- Olha mamãe ela será minha, toda minha. Pela manhã acordarei para ajudar você a dá mamar para minha irmã!
- Mamãe, como vai ser o nome dela?
Respondeu Maria, sua mãe:
- Seu nome será Vitória!
E como todo os meses a gestante têm que fazer o pré-natal para saber o desenvolvimento do feto, da criança: Maria interrompeu a conversa com o filho e lhe disse:
- Filho vamos dormir que amanhã eu tenho que ir ao médico, para saber como está sua irmãzinha!
No dia seguinte, Maria preparou o café do filho que ia a escola, e já deixava também o almoço pronto para o seu marido que ia trabalhar. Ela se produzia com as vestes que toda mulher gestante se saboreia, pois já era o quarto mês, sua barriga já era bem apresentada.
Maria vai ao médico, e já no consultório ela sentiu uma angustia, uma angustia como se diz que algo não vai bem. O médico lhe chama:
- Maria!
Ela entra na sala em silêncio, e começa o exame chamado MOFOLÓGICO, (exame que detecta qualquer má formação do feto): O médico em silêncio olha para Maria e lhe pergunta:
- Sra. Maria, durante estes meses você vem se sentindo bem?
Ela respondeu:
- Sim Doutor! Porque?
Respondeu o médico:
- Sra. Maria seja forte, mas a sua filha vai nascer com uma má formação na face, nas costelas, e metade do cérebro e infelizmente ela não resistirá até o fim!
Maria gritava em alta voz:
- Nãaaaaaaaaaaaaaaaooooooooo! É mentira, minha filha esta bem!
- Não doutor, diz pra mim que há um engano, diz pra mim por favor!
O médico tentou de varias formas consolar Maria, e entres choros e uma dor instantânea ela volta pra casa. Chegando em casa Maria se sente a pior das piores mulheres, e na sua casa já se encontrava seu esposo e seu filho que corria aos seus braços e com lágrimas ela conta pra todos o acontecido:
- Meu filho, Meu amado esposo, hoje me sinto uma história com começo, sem meio, e sem fim; Me sinto um mar imenso que ao mesmo tempo se torna pequeno de tanta poluição; Me sinto uma terra estérea, uma terra que recebe do agricultor cuidados e no tempo de colher, não se colhe nada.
- Meus amados o que tem dentro de mim é um tesouro, e este tesouro vou ter que devolver ao criador, ao seu verdadeiro dono! Este tesouro não pode completar a minha caixa de tesouro porque está com má formação!
O seu esposo parecia uma criança que chorava amargamente por um doce que não ganhou, seu filho, O Vitor, chorava como se algo lhe arrancasse das suas mãos, como o seu brinquedo predileto.
Os dias se passavam e Maria foi encaminhada para fazer exames para saber a causa daquela má formação: entre choros e dores, Maria teria que ficar até o sexto mês com aquele feto em seu ventre, na espera do juiz assinar o termo de responsabilidade do aborto que Maria teria que fazer.
Por amor ela suportou toda dor, toda lagrima, todas as dificuldades monstruosas e turbulentas ela enfrentou; Começou a freqüentar médicos em especialidades em má formação. E sobre uma razão muito além do amor, preferiu causar o aborto para dá continuidade a outras vidas que viriam, e veio, sim, veio uma outra menina, bonita elegante, charmosa, e preciosa aos olhos da família de Maria, Maria como tantas outras marias que sofreram com o aborto. E hoje eternamente felizes estão. Maria, Pedro, Vitor e a casula Yasmim.
(Ivanderlan Siqueira)

O ULTIMO DESEJO

Quanto mais se escreve, menos se conhecem os sentimentos das histórias que são criadas no dia a dia. Histórias como uma menina que brincava de mulher, que queria ser criança, que os momentos reversos da vida a fez optar, optar por ser uma mulher. Essa menina que deixava sua vida de criança, sua vida de sonhos puros e sentimentos verdes como a grama de um jardim, que a tornaria madura por um último desejo, desejo de se casar.
Essa menina no mais profundo de seu ser, agia como uma criança de apenas 9 anos de idade, idade que a fez perder o encanto pela vida de criança e se tornar uma senhora menina, senhora dona de casa; Essa menina que deixaria suas bonecas, seus vestidos coloridos e fantasiados por um desejo que a fez mudar, da água para o vinho ou do vinho para água, o desejo de encontrar em seus beijos e abraços, em seus momentos de uma pequena mulher, esquecer a doença que lhe causava anseios e o medo de nunca ser amada como mulher.
Seu ultimo desejo seria casar, aproveitar os momentos importantes com o seu mais novo amor, um menino, uma outra criança de apenas 7 anos de idade, que teria sofrido com a mesma dor, com a mesma doença terminal, que por fim foi vencido pela fé, a fé que cura e liberta, faz do homem livre para caminhar: e ali, diante dos homens e de Deus se formavam uma aliança, aliança que mataria qualquer doença incurável aos olhos dos homens, doença que fazia dessa menina triste e ex- solitária, doença que arrancava de si todas as forças e beleza.
Sobre sua cabeça nua um arco e o véu do amor para cobrir o seu sofrimento e sua pureza de menina; sobre o dedo a aliança que aos outros estavam presentes confirmando o seu ultimo desejo, Casar e ser feliz até onde agüentar as sessões de quimioterapia.
Abriram se as portas da igreja, e o povo se levantam para honrar a entrada da pequena noiva, que receberá o sim que será dado no altar; dois casais infinitamente sofrem amargamente pelo pouco tempo que há, pelo pouco caminho que lhes restam para caminhar nos horizontes da vida, do amor que sobre a dor, faz ressuscitar o que estava morto, o que estava no fim faz recomeçar.

(Ivanderlan Siqueira)

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