UM ABRAÇO SEM O OUTRO ABRAÇO

No teu olhar, o porque?
No teu coração uma veia entupida
No sangue uma gota que vai embora
Nos teus lábios uma vontade de gritar
E nos teus ouvidos atentos em ouvir:
Pai, eu estou aqui!

E foi diferente
O teu mundo de repente transformou-se em um monturo
E os teus sonhos em pesadelos
Ouvia-se a voz de quem te contemplava
E depois abaixo da estaca, crava-se em teu coração
Com espinhos de um abraço sem o outro abraço
Os teus braços parados no ar, no ar dos imprevisíveis momentos da vida, como a própria vida não escreveu.

(Ivanderlan Siqueira)

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