quinta-feira, 14 de junho de 2018

A FÉ...


É  como o vento,
O olho não enxerga,
Se conhece sua força,
Tem sempre uma única direção.

A FÉ...

Não é um sentimento,
É uma força,
Uma razão,
Sem fé é impossível agradar a Deus.

A FÉ...

É uma engenharia concretizada,
Se projeta,
Se realiza,
Acontece quando se tem fé.

A FÉ...

É uma aliança,
Sem meditas,
A criação,
Uma oração.

A FÉ...

É uma ação,
É atingir o impossível,
Se tornar possível,
É a folha seca levada pelo vento.

A FÉ...

É uma semente em terras sem fertilidade,
Mas,
Quem planta fé,

Colhe milagres.


(Ivanderlan Siqueira)

terça-feira, 12 de junho de 2018

Diz que é de São Vicente... (parte 6)



De longe o brilho,
de um pequeno caldeirão,
Lá dentro tinha uma porção mágica,
Pra saciar a fome de quem pedia pão,
Em passos curtos de grande coração,
Dona Tecina, foi pro galardão.

Revirei tantas gavetas,
Pesquisei em livros e canções,
E no diário da vida alguém encontrei,
E me disse: relate sobre o humor,
Sobre alguém cheio de graça,
Relate sobre Ném de Zé de Branco,
De um sorriso fardo sem pranto.

Seu Sebastião e sua Brasília,
O ano não me lembro mais,
O tempo não volta atrás,
Pra chegar em Itapetim,
Pra mim, não passava de 40.

Na descida do lado da matriz,
Um dente podre pra Carlos arrancar,
A dentadura deixa a formosura,
Nas mãos do compadre Juvena.

Diz que é de São Vicente,
Carrega no peito,
A lembrança de antigamente,
Uma porção mágica,
Lançada do caldeirão da saudade.

Na banguela das lembranças,
A poeira do passado que cobriu,
E o vento chamado tempo,
Em algum momento,
Deixou histórias de encantos,
Escrito no livro,
Chamado, Vida.


(Ivanderlan Siqueira)

Diz que é de São Vicente... ( parte 7- presepada)


Menino ruim,
Da gota serena,
Comer e se lambuzar,
Depois cagar nas panelas do vizinho.

O bêbado que se descuidasse,
Gasolina era eficaz,
Pra acordar na correria,
Depois se limpar com casca de juá.

O circo a inspiração da molecada,
Os lençóis da cama era a lona,
A corda e um má moleiro,
Trapezista caído no chão,
Sua mãe com o cipó na mão.

Diz que é de São Vicente,
E não fez uma presepada diferente,
Uma caixa de papelão,
Pedir pra alguém chutar,
Uma pedra de se lascar o dedão do pé por vários dias.

Rapaziada queria beber,
O tira gosto não tinha o que fazer,
Há não ser,
Ir no galinheiro do vizinho,
Sozinho e despenar,
Depois preparar,
e convidar a rapaziada e o vizinho.

Diz que é de São Vicente,
Em cada conto uma história diferente,
Escrito na vida de cada um que passou por aqui.

(Ivanderlan Siqueira)


Cada doido em cada lugar



Pra sair por ai,
Sem saber no que vai dar,
Tem que ser bom,
Ou viver pra alegrar,
Neste mundo de encanto,
Cada doido em cada lugar.

Perguntei pro menino,
Cadê mãinha e painho,
O moleque foi direto,
Foi balançar o esqueleto,
O lugar não sei direito,
Mas veio um percevejo,
Veio me avisar,
Nem chegaram na sala de reboco,
Na bule do carro já começou a frescar,
uma frescura da gota serena,
Levou até um mamulengo,
Com as mãos levantada pro vento,
Painho com vontade de peidar,
Já visse no que ia dar?
Mãinha com a venta tampada,
Sem poder respirar.

Pra sair por ai,
Sem saber no que vai dar,
Tem que ser bom,
Ou viver pra alegrar,
Quem tem Ana,
Tem um Zé,
As vezes um mané,
Com um dom pra alegrar.



(Ivanderlan Siqueira)