sábado, 16 de dezembro de 2017

Aos poucos ...

Aos poucos...

O velho se tornará novo,
e o hoje se tornará o ontem,
Mas,
as lembranças serão sempre as mesmas.

O adeus de um grande e bom amigo,
A saudade de um bom sorriso distante,
Momentos únicos
guardado pra todo o infinito.

Aos poucos...

Aquele que engatinhava,
Lhe pedia pra segurar,
Não parava de brincar,
já  pensa em namorar.

Aquela conversa entre amigos,
De muitas horas de relógio,
que virou contos,
E toda vez tem que se contar.

Aos poucos...

A árvore da vida,
Vai distribuído seus frutos,
para que a semente da vida,
der continuidade.

Pra que se possa ter,
histórias vividas,
Histórias contadas,
para que alguém possa ler e reler.

Aos poucos...

Se aprende,
ter e não ter,
Ser e não ser,
Viver e continuar.

Ouvir e não atender,
Olhar e não  enxergar,
Estender as mãos e recuar,
Caminhar e parar.

É fácil
É só voltar uma página,
E encontrará,
Aos poucos,
O que era velho se torna novo.

(Ivanderlan Siqueira)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

ABANDONAR UM AMOR

por mais que seja dificil a vida,
e dificil seja a caminhada,
se o choro é mais forte que o sorriso,
se o abraço se tornou ausente,
por mais dificil que seja a vida,
nunca abandonar um amor.

Um amor que te ensinou a caminhar,
a lutar com suas próprias mãos,
em noites traiçoeiras foi tua guardiã,
um anjo da guarda,
a proteção,
intermeadora entre as angustias e a certeza.

Nunca abandonar um amor,
cabelos gastos pelo tempo,
e hoje o seu maior tormento,
é a solidão,
cuide,
de quem um dia te segurou pra não cair,
te carregou no colo por está cansado,
e secou tuas lágrimas,
pra te ver sorrir.

Nunca abandonar um amor,
que te fez o centro de suas atenções,
o astro do seu filme predileto,
por te deu a vida,
perdeu a mocidade.
e já de idade,
quer o teu carinho,
um pouco do teu amor.

Nunca abandonar este amor,
que te abrigava no mais puro,
e verdadeiro sentimento,
em um sentimento sem soberba,
sem interesse próprio,
vivia pra te,
esquecia de si,
por viver neste amor.

Nunca abandone este amor.

(Ivanderlan Siqueira)

(baseado em uma história real, de uma senhora abandonada pelos filhos)